quinta-feira, 21 de setembro de 2017

como assim, faz pipoca?

Hoje fiquei pensando como explicar quando não entendem meu trabalho na Cia da Alegria.
Em tese, fazemos pipoca e algodão doce para eventos. Qualquer tipo de evento ou ação - aniversário, casamento, inauguração, promoção, ação de marketing... Vocês contratam, a gente faz, distribui com alegria e atenção.

Na prática, tem muita coisa por trás. A gente também conversa, se diverte, conhece gente nova, encontra gente velha. Leva queimão, pipoca estoura na cara, milho quente pula dentro da blusa, óleo quente pinga na mão.
Limpa máquina, limpa panela, pote, colher. Corre atrás de material, pensa em novas opções, organiza tudo de novo. Estuda concorrentes. Atende telefone e tem mais um evento. Um grandão, um pequeno, um que a gente já conhece, um novo desafio.
E começa tudo mais uma vez: faz pipoca, faz algodão, leva outro queimão, recebe em troca um sorriso, um abraço, um #gratidão-pela-gentileza.
E no fim, tem quem não entenda o que eu faço, tem quem me pergunte o que eu faço, ou ri do que eu faço.
Mas eu só respondo: a gente faz pipoca, faz algodão doce, e faz gente feliz.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

pergunta de leigo

Esses dias uma pessoa (23 anos, da comunicação, trabalha em agência digital) me perguntou se é possível "viver de pipoca". Questionou já se justificando: "é uma pergunta de leigo".

Todo dia a gente ouve que precisa pensar fora da caixa. E todo mundo já o faz: agora não bate mais ponto, faz homeoffice, de vez em quando usa app de carona ou vai de bike pro trabalho. Usa vestido com tênis, mix de estampas e etc.
Pensar fora da caixa, então, é-só-issoOu será que ainda estamos presos em padrões e pensamentos ultrapassados? Será que nossas ideias são mesmo tão novas?

Foi difícil responder a pergunta. Mas hoje em dia, se bobear, dá pra viver sem comer, dá pra viver de fotossíntese; dá pra viver sem trabalhar por meses... 

Perguntar se dá pra viver trabalhando com pipoca não me ofende. Em outros tempos me ofenderia, mas hoje só me faz pensar se vale a pena responder uma pergunta tão old times como essa.

oi, tudo bem?

Eu sou Aline, tenho formação e paixão por marketing. Adoro os conceitos e as infinitas possibilidade de tornar o mundo dos negócios mais leve. 
Mas em um momento da vida, precisei escolher. E escolhi a Cia da Alegria, empresa criada pela minha família, que trabalha com locação de brinquedos e fornecimento de pipoca e algodão doce para eventos. Eu trabalho praticamente só com as guloseimas, enquanto meu pai faz mais a parte dos brinquedos.
Quer dizer, simplificando, eu sou pipoqueira. A Aline das pipocas 🍿

Este blog conta histórias ligadas ao marketing, conceitos que posso aplicar à simplicidade do meu trabalho. 
Também conta histórias que eu vivo na minha tentativa de empreender e tornar o mundo todo mais leve, com diversão e gostinho de infância.
São textos simples, despretensiosos, mas cheios de sinceridade e bom humor. E às vezes um pouco de ironia - porque sou dessas!